Porque nome limpo não basta: o score olha os seus hábitos. No cálculo da Serasa (modelo 2025), pagamentos em dia pesam 29% e a busca por crédito pesa 12%. Pagar tudo no prazo, conferir o Cadastro Positivo e evitar pedir crédito em vários lugares no mesmo mês são os passos que contam.
Compare a taxa do seu contrato com a média do Banco Central do mês em que você assinou. Em agosto de 2026, a média para financiamento de veículo foi de 1,97% ao mês (26,42% ao ano). Taxa muito acima pode acender um alerta, mas não é automático: o juiz analisa caso a caso.
Faça nesta ordem: primeiro o básico (aluguel, luz, água e comida); depois negocie as dívidas; aceite só a parcela que cabe depois do básico; e o que sobrar vai para a dívida de juro mais alto.
Perde. Com a inflação de 4,22% em 12 meses até agosto de 2026 (IPCA, IBGE), R$ 1.000 guardados na gaveta por um ano hoje compram o que R$ 959 compravam antes. Cerca de R$ 40 sumiram sem você gastar nada.
Pode, mas só como exceção. Em 01/10/2026, o STJ (Tema 1.230) decidiu que dívidas como cartão, empréstimo, aluguel ou parcela do carro também podem alcançar o salário de quem ganha abaixo de 50 salários mínimos, desde que o credor não tenha achado outros bens e a penhora não tire o sustento da família.
Consegue, em geral, quando existe uma garantia: desconto na folha ou no INSS (consignado), antecipação do saque-aniversário do FGTS ou carro quitado no seu nome. E é aí que mora o golpe: instituição séria não pede "taxa de liberação" antes de o dinheiro cair.
Não do jeito que os anúncios prometem. Pagar uma associação para "esconder" a dívida com uma liminar na Justiça é cilada: a dívida continua e o nome pode voltar. O que a lei garante é outra coisa: a negativação sai do cadastro depois de 5 anos, e cobrança que não é sua pode ser contestada de graça.
Depende mais do prazo do que do rendimento. Numa simulação com dados do Banco Central de 28/09/2026, juntar R$ 10 mil pede R$ 833 por mês em 12 meses guardando parado e cai para R$ 278 em 36 meses (ou R$ 234 a 100% do CDI, líquido de IR).
Não. No Brasil não existe prisão por dívida de banco, cartão de crédito, empréstimo ou loja (Constituição Federal, art. 5º, LXVII). A única prisão por dívida que existe hoje é a de pensão alimentícia atrasada.
Caro. Em julho de 2026, a taxa média do cheque especial para pessoas físicas foi de 7,47% ao mês, segundo o Banco Central. Na prática, usar R$ 500 por 30 dias custou, em média, R$ 37,35 de juros.
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Caso Real
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